Sebrae no Acre participa de debate nacional sobre a cadeia do bambu

Mâncio Cordeiro faz palestra em “Seminário Economia do Bambu no Brasil: Tecnologia e Inovação na Cadeia Produtiva - Perspectiva e Desafios” ocorrido da Fiesp

O diretor-superintendente do Sebrae no Acre, Mâncio Cordeiro, fez palestra na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) sobre oportunidade de negócios na cadeia produtiva do bambu. Mâncio representava o Sebrae Nacional no seminário “Economia do Bambu no Brasil: Tecnologia e Inovação na Cadeia Produtiva”, realizado dia 28 de agosto passado por iniciativa da Fiesp em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Bambu (Aprobambu), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Ministério de Ciência. Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC).
O evento teve participação de empresários, pesquisadores, profissionais liberais, agentes públicos da União e Estados, além de produtores rurais. A Embrapa participou do seminário, representada pelo seu escritório regional no Acre, sob a chefia do pesquisador Eufran Amaral, parceiro do Sebrae.
“Nós fomos escolhidos pelo reconhecimento do Sebrae Nacional de que fazemos um bom trabalho na área, pois temos a maior floresta de bambu nativo do mundo, estimada em 4,5 milhões de hectares. Este foi um evento de extrema importância porque a indústria estava presente. Ali estavam representantes a maior fatia do PIB brasileiro e que vai ser um dos maiores consumidores dos produtos do bambu, seja para a construção civil, alimentos, cosméticos, enfim, a Fiesp reúne o maior mercado nacional para este produto”, avaliou Mâncio.
Redenção econômica
Participaram do seminário os ministros Blairo Maggi (MAPA) e Gilberto Kassab (MCT) além do presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho. A palestra de Mâncio foi realizada dentro do painel “Perspectivas e Desafios da Cadeia Produtiva do Bambu”, falando sobre as oportunidades de negócios no cenário atual.
“Todo dia digo que o bambu pode ser nossa redenção econômica, mas não temos negócios gerados, embora o Acre possua a maior floresta nativa. Então precisamos estabelecer se pode ou não gerar recursos e, se pode, como vamos viabilizar esta cadeia produtiva da floresta para o mercado ou do plantio para o mercado”, explicou.
No mesmo evento ficou definido o dia 19 de setembro para a realização de uma reunião entre o Sebrae Nacional, Sebrae Acre, a Embrapa Nacional, Embrapa do Acre, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC) para viabilizar recursos visando iniciar ações que possam consolidar a cadeia produtiva do bambu no Brasil.
Pró-bambu e observatório
O chefe-geral da Embrapa no Acre, Eufran Amaral, voltou empolgado do evento. De acordo com ele, o seminário foi um momento histórico. “Nós discutimos desde a questão do potencial até os gargalos para geração de negócios com a presença de pesquisadores, produtores, ministros, secretários e diretores, todos em prol da cadeia produtiva do bambu e dentro do principal centro econômico do país”, analisou Eufran.
O pesquisador informou que a partir da experiência da parceria do Sebrae com a Embrapa foi possível contribuir com alguns encaminhamentos no Seminário, dentre eles a possibilidade da criação de um laboratório nacional para a observação do bambu sob gerência da Fiesp e a criação de um programa de incentivo à semelhança do Proalcooll, que incentiva a fabricação de álcool combustível na cadeia produtiva da cana-de-açúcar.
“Foram nossas contribuições para avançar nesta cadeia, trabalhando desde ações de bioeconomia até no fortalecimento de manejo de florestas nativas no Acre. O Sebrae contribuiu muito com isso e a Embrapa contribuiu com o conhecimento que tem sobre a cadeia”, finalizou Eufran.
Projeto Taboca
A escolha do diretor-superintende do Sebrae no Acre, Mâncio Cordeiro, para representar o Sebrae Nacional na Fiesp deve-se à importância estratégica do Estado na cadeia produtiva, pela presença da maior floresta de bambu do mundo em seu território e pelos estudos já desenvolvidos pela instituição e suas parcerias.
“Nós estamos estudando, realizando oficinas e estimulando o aproveitamento do bambu de forma sustentável. Trata-se de um negócio já consolidado. Na China, a cadeia produtiva do bambu movimenta cerca de 17 bilhões de dólares. Mesmo o Acre possuindo a maior floresta nativa, praticamente ainda engatinha neste processo”, informa o analista Nilton Cosson, gerente de Desenvolvimento de Ambiente de Negócios do Sebrae.
Uma das mais importantes iniciativas nesta área, realizada pelo Sebrae no Acre, é o projeto “Taboca – O Bambu do Acre”, em parceria com o Governo do Estado e Embrapa, para aproveitamento desta gramínea gigante, o que coloca o Estado em posição de vantagem no eventual programa nacional em andamento a partir do seminário na Fiesp. “O ativo que possuímos nos permite um patamar bem mais avançado, basta saber como usar com sabedoria. O Acre pode ser a ponta de lança deste processo”, afirma.